Centro Espírita "Ana Vieira" - Fone: 11-2966-7445

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Psicografia
 
 
 
O Centro Espírita Ana Vieira realiza uma Cerimônia Pública de Psicografia, que acontece uma vez por mês, normalmente no primeiro domingo do mês, a partir das 8:30 horas.

Caso você esteja em São Paulo, as datas das próximas reuniões podem ser vistas numa tabela disponível no link PROGRAMAÇÃO DE PSICOGRAFIA no final desta página (Veja a data e horário na tabela antes de comparecer!). Informamos que a psicografia é feita somente uma vez por mês, tendo a necessidade da presença da pessoa que está solicitando a mensagem, pois dificilmente os espíritos se manifestam para mandar recados aos entes queridos não presentes no local.
Não há mais a necessidade do preenchimento de uma ficha em dia previamente marcado. A ficha é preenchida no mesmo dia da Cerimônia Pública de Psicografia. Não há qualquer pagamento, exigência de doação, taxa ou obrigatoriedade de aquisição de qualquer produto. Este é um trabalho gratuito, de dedicação, amor e caridade!

Lembramos sempre que nem todas as pessoas que preenchem as fichas receberão mensagens, pois é uma comunicação que depende exclusivamente do plano espiritual. Explicações sobre esse trabalho você encontra no texto a seguir. Pedimos a todos que antes de comparecer a Casa, que leiam as explicações abaixo.
 
 
Muita Paz e que Deus abençõe a todos!!
 
Departamento Espiritual
Centro Espírita Ana Vieira
Rua Enta, 202 – Alto da Mooca – São Paulo
Travessa da Rua do Oratório, altura do número 2.550
www.anavieira.org.br




Entendendo a Psicografia*


Antes de comparecer numa das Cerimônias Públicas de Psicografia, gentileza ler o texto abaixo:
 
No capítulo XV do Livro dos Médiuns, Allan Kardec nos explica que de todas as formas de comunicação entre os encarnados e o plano espiritual, a escrita manual dos espíritos pela mão do médium é a mais simples, a mais cômoda, e sobretudo a mais completa.
 
No referido capítulo, Kardec aconselha que “todos os esforços devem ser feitos para o seu desenvolvimento, porque ela permite estabelecer relações permanentes e regulares com os espíritos como os que mantemos entre nós. Tanto mais devemos usá-la, quanto é por ela que os espíritos revelam melhor a sua natureza e o grau de perfeição ou de sua inferioridade. Pela facilidade com que podem exprimir-se, dão-nos a conhecer os seus pensamentos íntimos se assim nos permitem aprecia-los e julga-los em seu justo valor. Além disso, para o médium essa faculdade é a mais suscetível de se desenvolver pelo exercício”.
 
É bom lembrar, que a maior parte da codificação organizada por Allan Kardec foi baseada na psicografia, revelações escritas por médiuns em diversas partes do mundo, e que esclareceram as dúvidas do pesquisador sobre as relações entre os mundos material e espiritual, principalmente durante o processo de escrita de O Livro dos Espíritos, primeiro livro de Kardec definindo o que é o espiritismo.
 
Uma das formas mais antigas de comunicação, a psicografia, entretanto, não surgiu na época de Kardec. Na história da Humanidade encontram-se registros de comunicação espiritual nas mais antigas civilizações, embora muitos dos médiuns daquele período não tivessem ciência da origem de suas escritas reveladoras.
 
Mas é a partir de Kardec que este tipo de comunicação ganha mais força e no Brasil, através do trabalho de divulgação da obra de Francisco Cândido Xavier é que veremos as mais notáveis mensagens, muitas delas reproduzidas em livros assinados pelo médium. Isso sem mencionar a grande obra original escrita por Chico, mais de 400 livros todos psicografados.
 
Ao longo de seus 70 anos de existência, o Centro Espírita Ana Vieira sempre recebeu mensagens psicografadas, ora destinada aos dirigentes da Casa, ora direcionadas aos próprios tarefeiros e freqüentadores. Entretanto, jamais se dedicou uma tarefa na Casa baseada exclusivamente nesta forma de comunicação.
 
Em meados de 2005, os mentores espirituais do Centro Espírita Ana Vieira comunicaram que a Casa estava pronta para implantar um trabalho de psicografia. Atendendo à solicitação dos mentores, foi realizado, durante todo o ano de 2006, um treinamento mediúnico mais voltado para a prática de psicografia, em que foram convidados todos os tarefeiros que desejavam desenvolver este tipo de mediunidade. No ano seguinte, o treinamento de psicografia foi separado do treinamento mediúnico, já com a participação de um grupo de médiuns com maior facilidade na comunicação escrita.
 
Ao mesmo tempo em que treinava uma equipe para implantar esse trabalho, a diretora do Departamento Espiritual do CEAV, Ruth Passos, buscou instruções de como implantar este trabalho, baseando-se na experiência de outras casas espíritas onde esta tarefa já existia.
 
“Nosso objetivo é aliviar as saudades que as pessoas sentem com a separação dos seus entes queridos, e mostrar a todos que a morte não existe, que continuamos vivos, e que um dia vamos nos reencontrar”, explica Ruth. A psicografia, ao mesmo tempo em que atende aos anseios do público em busca de notícias de seus entes queridos desencarnados, ajuda na comunicação com o plano espiritual.
 
Apesar de aparentemente se tratar de uma tarefa simples, a psicografia exige treinamento e, acima de tudo, conhecimento da doutrina espírita, sem mencionar a necessidade de uma vigilância constante, através da prática de uma boa conduta, reforma interior baseada nos princípios da caridade moral, entre outras ações que auxiliam o médium a estar sempre acompanhado de bons espíritos.
 
Embora o treinamento mediúnico de psicografia seja realizado semanalmente na Casa, o atendimento público por enquanto está restrito a um dia por mês. Todos os meses, o Centro realiza um trabalho aberto que, apesar de não haver o contato direto com os médiuns, o público tem como solicitar mensagens de seus entes queridos. Qualquer pessoa pode solicitar uma mensagem, desde que tenha alguma afinidade com a pessoa falecida (desencarnado), fazendo parte da família ou sendo um amigo (a) muito íntimo (a).
 
Para isso, somente é necessário comparecer no dia marcado para a Psicografia pública. Neste dia, o solicitante preenche uma ficha com alguns dados do desencarnado e entrega aos tarefeiros da Casa, que a encaminham ao grupo de médiuns. A ficha é a oportunidade que o plano espiritual tem de ter contato com o solicitante, retirando dele as informações necessárias para a localização do espírito no plano espiritual. É importante lembrar que o mundo espiritual é infinito e que mesmo espíritos desencarnados na Terra podem estar em qualquer parte do Universo.
 
Allan Kardec nos explica no capítulo XV do Livro dos Médiuns, que na psicografia existem várias modalidades de mediunidade: mecânica, semimecânica, intuitiva, etc. No médium puramente mecânico, por exemplo, o movimento da mão independe de sua vontade, funcionando como uma máquina. Já o médium semimecânico participa de ambos os gêneros, sente que na sua mão uma impulsão é dada, mas ao mesmo tempo tem consciência do que escreve à medida que as palavras se formam. No médium intuitivo, por sua vez, o movimento é voluntário e facultativo, ele age como faria um intérprete. No primeiro, o pensamento vem depois do ato da escrita, no segundo, precede-o e no terceiro acompanha. Segundo Kardec, estes últimos tipos de médiuns são os mais numerosos.
 
“O espírito livre, neste caso, não atua sobre a mão, para faze-la escrever, não a toma, não a guia, atua sobre a alma com a qual se identifica, a alma do médium sob esse impulso dirige a mão e esta dirige o lápis”, diz Kardec, acrescentando que “em tal circunstância o papel do médium não é de inteira passividade, ele recebe o pensamento do espírito livre e transmite. Nessa situação, o médium tem consciência do que escreve, embora não exprima o seu próprio pensamento, é o que chamamos de médium intuitivo. É possível reconhecer-se o pensamento sugerido, por não ser nunca preconcebido, nasce na medida que a escrita vai sendo traçada. Pode mesmo estar fora dos limites do conhecimento e capacidade dos médiuns”.
 
A diretora do Departamento Espiritual do Centro Espírita Ana Vieira, Ruth Passos, explica que na Casa há diferentes tipos de médiuns, e que muitas pessoas estranham a letra da mensagem, a forma de expressão do espírito, mas em alguns casos reconhecem a semelhança no tratamento de nomes próprios, como apelidos, e na assinatura final da mensagem. “Temos mais médiuns intuitivos e semimecânicos na Casa. Normalmente a letra da tradução é do médium, às vezes é finalizada de forma semimecânica com assinatura que o espírito usava quando encarnando”, explica Ruth, acrescentando que espíritos que estejam desencarnados há muito tempo normalmente se exprimem em termos diferentes, primeiro porque já não têm as mesmas atitudes e formas de pensamento de quando estavam encarnados, e segundo, que a mensagem enviada através de uma intuição ao médium altera a forma de expressão do espírito, o que causa uma estranha sensação para aquele parente ou amigo solicitante, que estava acostumado com a forma de agir e falar do desencarnado.
 
O importante, entretanto, é o conteúdo da mensagem, e se o solicitante prestar atenção nos detalhes do texto, perceberá expressões ou informações que somente o espírito conhecia e poderia transmitir ao médium, que é apenas um intérprete que nunca o conheceu em vida.
 
No trabalho de psicografia realizado uma vez por mês no Centro Espírita Ana Vieira, o solicitante fornece os dados do desencarnado numa prévia “entrevista” com representantes de um grupo do plano espiritual, incumbidos de localizar o espírito. Feito este contato prévio, uma equipe espiritual busca, entre os milhares de espíritos da erraticidade no Universo, o ente querido cujas condições de comunicação ainda não se sabe se podem ser estabelecidas. Muitas vezes a mensagem recebida é de um mentor espiritual, "representando" o desencarnado, pois o espírito do falecido ainda pode estar num estado de "perturbação", "descrença" ou "recuperação espiritual", sem condições espirituais de passar qualquer mensagem.
 
Caso o espírito esteja lúcido diante de sua nova realidade e desejoso de enviar uma mensagem ao solicitante, o plano espiritual o traz no dia da psicografia, facilitando a sua seleção na concorrência, entre centenas de espíritos, desejosos de enviar uma mensagem. Nesta oportunidade facilitada pelo plano espiritual, o espírito tem a oportunidade de se comunicar diretamente através da escrita, ao mesmo tempo em que vê a presença de seu ente querido aguardando pela mesma na Casa. Uma ocasião que dificilmente se repete em outras tarefas, já que é muito difícil que um espírito e um encarnado marquem data e local para um reencontro, com a disponibilidade de um médium para a facilitar a comunicação entre ambos. Muitos espíritos, inclusive, agem de forma a intuir que seu parente procure a Casa, estimulando através do pensamento que o mesmo apareça na data marcada por ele.
 
Por isso, é muito importante que o solicitante esteja presente neste dia, para não frustrar o ente querido ávido em transmitir sua mensagem. As mensagens que são recebidas neste dia são apenas para àqueles cujos parentes estão presentes no salão da Casa. Infelizmente o número de espíritos desejosos em mandar notícias é muito grande, ficando a prioridade para os presentes no dia, e assim mesmo, alguns não conseguem sucesso na sua tentativa de comunicação.
 
Apesar de seguirem todas as orientações da Casa, muitas pessoas não recebem mensagem de seus entes queridos. “Nem todos recebem, como dizia Chico Xavier, o telefone toca de cima para baixo”, diz Ruth, lembrando que a comunicação se dá única e exclusivamente por vontade do espírito, e jamais por invocação dos solicitantes. Ruth acrescenta que existem as mais diferentes razões para não ocorrer uma comunicação. A mais comum, entre elas, é a que o espírito não está em condições psíquicas para fazê-lo.
 
“São vários motivos, como por exemplo, um espírito que pode estar em tratamento, não tendo condições de mandar mensagens. Existem muitas razões, só lendo os livros da codificação de Allan Kardec, e estudando é que vamos entendendo o porque. Devemos sempre orar por eles, lembrar das coisas boas que passaram juntos, não ficar chorando ou se lamentando, pois isto só lhes farão muito infelizes. Eles ficam felizes quando os seus familiares estão procurando se esclarecer através do estudo, trabalhando na caridade, lembrando sempre que todos pertencem a Deus, e que para Deus todos voltarão um dia”, explica Ruth.
 
O Centro Espírita Ana Vieira é uma Casa pequena, e Ruth Passos explica que no salão térreo cabem apenas cerca de 180 pessoas, de modo que não é possível receber uma grande quantidade de solicitantes. “O número de médiuns na Casa também é pequeno, e o trabalho de receber mensagens escritas também é exaustivo, não permitindo ao médium escrever muitas mensagens, o que também limita a tarefa. O solicitante que não recebeu a mensagem no dia, pode, entretanto, retornar a Casa em outras datas com a mesma ficha preenchida, trazendo sempre o amor e a esperança no coração.
 
 
IMPORTANTE:
A agenda com as próximas datas das reuniões públicas de Psicografia do Centro Espírita Ana Vieira está disponível a seguir. É necessário trazer os dados do desencarnado, como nome completo da pessoa, data de nascimento e falecimento, cidade onde desencarnou, motivo do desencarne (acidente, doença, etc), nome completo do solicitante da mensagem e grau de parentesco (pais, irmãos, amigos, etc.).

 
Centro Espírita "Ana Vieira" - Rua Enta, 202 - Fone: 11-2966-7445 - CEP 03136-030 - Mooca - São Paulo