REENCARNAÇÃO
Princípios
Doutrinários
“A alma que não atingiu a perfeição durante a vida
corpórea, como acaba de depurar-se?”
-“ Submetendo-se à prova de uma nova existência”.
L.E. Questão 166
“A
alma tem muitas existências corpóreas?”
-
“Sim, todos nós temos muitas existências (...)”.
L.E. Questão 166 b
“Qual
é a finalidade da reencarnação?”
-“Expiação, melhoramento progressivo da humanidade.
Sem isso, onde estaria a justiça?” L.E.
Questão 167
“O número de existências corpóreas é limitado ou o
Espírito se reencarna perpetuamente?”
“A cada
nova existência o espírito dá um passo na
senda do progresso; quando se despojou de
todas suas impurezas, não precisa mais da
vida corpórea”.
L.E. Questão 168
“Sobre o que se funda o dogma da reencarnação?”
-“Sobre
a justiça de Deus e a revelação (...)” L.E. Questão
171
“A obrigação
que tem o espírito encarnado de prover ao
alimento do corpo, à sua segurança, ao seu
bem-estar, o força a empregar suas faculdades
em investigações, a exercitá-las e desenvolvê-las.
Útil, portanto, ao seu adiantamento é a sua
união com a matéria. Daí constituir uma necessidade
a encarnação. Além disso, pelo trabalho inteligente
que ele executa em seu proveito, sobre a matéria,
auxilia a transformação e o progresso material
do globo que lhe serve de habitação. É assim
que progredindo, colabora na obra do Criador”. A Gênese. Item 24
“As qualidades
inatas que as pessoas (...) trazem consigo
constituem a prova de que já viveram e realizaram
certo progresso”. E.S.E. Cap. III item 13
FUNDAMENTOS
DA REENCARNAÇÃO
Idéia de reencarnação não é nova nem foi inventada
pelo Espiritismo.
Já a encontramos na antiga Índia, Pérsia, Egito.
Nos filósofos Pitágoras, Sócrates, Platão, Aristóteles.
No Judaísmo (Bíblia) e no Cristianismo (N.T).
No Espiritismo
Na Doutrina da reencarnação encontramos que:
É a única que corresponde à idéia que formamos da
justiça de Deus para com os homens que se
acham em condição moral inferir, que pode
explicar o futuro e firmar esperanças pois
oferece meios para se resgatar erros por novas
provações.
É revelada- são Espíritos que a ensinam.
Deus em sua justiça não pode ter criado almas desigualmente
perfeitas.
Existe uma desigualdade de aptidões e desenvolvimento
intelectual e moral.
É uma conseqüência necessária da lei de progresso.
É uma lei revelada pelo Espiritismo, que explica as
aparentes anomalias da vida humana.
Os laços do passado, presente e futuro são solidários.
As relações se perpetuam tanto no mundo espiritual
como no mundo corporal.
Finalidades da Reencarnação
O objetivo da reencarnação de acordo com o ensinamento dos Espíritos serve
para:
Expiação- aprendizado para o melhoramento progressivo
da Humanidade e o individual de cada Espírito.
Missão- Espírito tem que estar em condições de suportar
a parte que lhe toca na obra da criação.
Provas- sofrimento das vicissitudes da existência
corporal.
Resgate
“Uma só
existência corporal é insuficiente para o
Espírito adquirir todo bem que lhe falta e
eliminar o mal que lhe sobra (...) Para cada
nova existência de permeio à matéria, entra
o Espírito com o cabedal adquirido nas anteriores,
em aptidões, conhecimentos intuitivos, inteligência
e moralidade. Cada existência é assim um passo
avante no caminho do progresso”. O Céu e
o Inferno- item 9.
“(...) o
estado corporal é transitório e passageiro.
É no estado espiritual que o Espírito colhe
os frutos do progresso realizado pelo trabalho
da encarnação; é também nesse estado que se
prepara para novas lutas e toma as resoluções
que há de pôr em prática na sua volta à Humanidade”. (reencarnação).
O Céu e o Inferno- item 10.
Provas da Reencarnação
As provas ou evidências da reencarnação baseiam-se
essencialmente:
Nas idéias inatas:
“O (...)
homem traz, ao renascer, o gérmen das suas
imperfeições, dos defeitos de que se não corrigiu
e que se traduzem pelos instintos naturais
e pelos pendores para tal ou tal vício”. A Gênese. Cap.1 item 38.
“Ao nascerem,
trazem os homens a intuição do que aprenderam
antes: são mais ou menos adiantados, conforme
o número de existências que contem (...)”
L.E. Questão
222
Idéias inatas podem ser ocasionalmente observadas
na infância , porém, são mais identificáveis
a partir da adolescência, período que o “(...)
Espírito reencarnado retoma a natureza que
lhe é própria
e se mostra qual era”. L.E. Questão
385.
Nas lembranças de vidas pretéritas:
podem ser espontâneas ou provocadas. Em geral surgem
sob forma de imagens fragmentárias, mas podem
ocorrer flashs de memória que permitem recordações
mais completas.
As espontâneas aparecem naturalmente em vigília ou
durante o sono, não se identificando a causa
desencadeadora. Não são cercadas de detalhes,
sobretudo as desagradáveis.
O Espírito se lembra do que aprendeu por lhe ser isso
útil. Se lhe é dado ter uma intuição dos acontecimentos
passados, essa intuição é como a lembrança
de um sonho fugitivo.
As provocadas ocorrem por indução de Espíritos desencarnados
ou encarnados. No primeiro caso - podem estar
relacionadas a um fim útil e bom, entretanto,
podem também estar vinculadas a processos
obsessivos. As provocadas por médicos ou psicólogos-
são ferramentas de auxílio terapêutico aos
distúrbios psíquicos.
Kardec nos diz que não é somente depois da morte que
o Espírito recobra a lembrança do passado.
Durante o sono do corpo o Espírito tem consciência
de seus atos anteriores. A lembrança se apaga
só na vida exterior de relação.
Emmanuel esclarece que o conhecimento do passado através
de revelações ou lembranças, chega sempre
que a criatura se faz credora de um benefício
como esse, que sempre é acompanhado de responsabilidades
muito grandes, chegando a ser um privilégio
doloroso
Nas comunicações mediúnicas:
As comunicações mediúnicas oferecem duas grandes contribuições
em apoio à tese reencarnacionista:
A informação da identidade de Espíritos que viveram
experiências reencarnatórias- questão controvertida
entre os adeptos do Espiritismo.
A revelação de vidas passadas de pessoas que ainda
estão vivas. Aquí destacamos a questão número
15 do item 290 de O Livro dos Médiuns:
“Podem os Espíritos dar-nos conhecer as nossas existências
passadas?”
“Deus algumas
vezes permite que elas vos sejam reveladas,
conforme o objetivo. Se for para vossa edificação
e instrução, as revelações serão verdadeiras
e, nesse caso, feitas quase sempre espontaneamente
e de modo inteiramente imprevisto. Ele, porém,
não permite nunca para satisfação de vã curiosidade”.
Nos fenômenos de transcomunicação instrumental:
Essa é uma forma de os Espíritos se comunicarem por
meio de aparelhos ou equipamentos eletrônicos-
representa mais uma evidência da reencarnação.
Os Espíritos dão informações sobre encarnações
anteriores de si mesmos ou de outros.
Nos fenômenos das experiências de quase morte
É o estado de morte clínica experimentado durante
alguns momentos, após os quais
as pessoas retornam à vida do corpo
físico.
RETORNO À VIDA CORPORAL-
PLANEJAMENTO REENCARNATÓRIO
Para a Doutrina Espírita- o planejamento reencarnatório
pode ser concebido pelo próprio Espírito ou
por Espíritos esclarecidos especialmente designados
para essa tarefa.
“Todos Espíritos tendem para a perfeição e
Deus lhes faculta os meios de alcançá-la,
proporcionando-lhes as provações da vida corporal.
Sua justiça, porém, lhes concede realizar,
em novas existências, o que não puderam fazer
ou concluir numa primeira prova” L.E.Questão
171.
Indagações mais freqüentes quanto a reencarnação:
Quando é definido o momento da reencarnação?
Quais as condições que determinam que é chegada a
hora do retorno à vida corporal?
Podemos selecionar as provas ou experiências que vivenciaremos
no plano físico?
Que critérios são utilizados., por exemplo, para a
escolha dos
nossos pais e demais familiares, ou a cidade
e país que renasceremos?
Como são definidas as questões relativas ao casamento,
filhos e profissão?
Doutrina Espírita oferece as respostas:
Reencarnação não dispensa planejamento, mesmo as mais
simples.
“Nada ocorre sem a permissão de Deus, porquanto foi
Deus que estabeleceu todas as leis que regem
o Universo. (...) Dando ao Espírito a liberdade
de escolher, Deus lhe deixa a inteira responsabilidade
de seus atos e das conseqüências que estes
tiverem. Nada lhe estorva o futuro; abertos
se lhe acham, assim, o caminho do bem, como
do mal. Se vier a sucumbir, restar-lhe-á a
consolação de que nem tudo se lhe acabou e
que a bondade divina lhe concede a liberdade
de recomeçar o que foi mal feito”.
L. E Questão
258 a
Como se dá o planejamento?
O planejamento encarnatório prevê as linhas gerais
dos acontecimentos que poderão ocorrer no
mundo físico.
“Escolhestes
apenas o gênero das provações. As particularidades
correm por conta da posição que vos achais;
são, muitas vezes, conseqüências de vossas
próprias ações. (...) Previstos só são os
fatos principais, os que influem no destino
(...)”.
L.E. Questão 259.
Independentemente de o Espírito ter elaborado ou participado
do próprio planejamento reencarnatório não
há garantias de que ele seja cumprido total
ou parcialmente.
“(...) sabemos
haver Espíritos que desde o começo tomam um
caminho que os exime de muitas provas. Aquele
porém que se deixa arrastar para o mau caminho,
corre todos os perigos que o inçam (...)”. L.E. Questão
261.
O planejamento reencarnatório está ligado às conseqüências
do uso do nosso livre arbítrio. Se for usado de forma incorreta repetidas vezes, restringe
a nossa capacidade de opinar.
“Efetivamente,
logo após a morte do corpo físico, sofre a
alma minucioso processo de purgação, tanto
mais produtivo quanto mais se lhe exteriorize
a dor do arrependimento, e, apenas depois
disso, consegue elevar-se a esferas de reconforto
e reeducação. (...) Passado esse período de
perturbação espiritual, tão logo revele os
primeiros sinais de positiva renovação para o bem, registra o auxílio das Esferas Superiores.
(...) todavia, as lembranças dos erros voluntários,
ainda mesmo quando suas vítimas tenham já
superado todas as seqüelas dos golpes sofridos,
entranham-se-lhes no espírito por “sementes
de destino”, de vez que eles mesmos, em se
reconhecendo necessitados de promoção a níveis
mais nobres, pedem novas reencarnações com
as provas que carecem para se quitarem consciencialmente
consigo próprios (...)”. Evolução em Dois
Mundos. André Luiz. Sementes de Destino.
Os que não podem opinar:
Os que estão no início da evolução,
Os portadores de grande perturbação espiritual,
Os temporariamente impedidos de opinar o próprio planejamento.
Nesses casos, a experiência reencarnacionsta é tutelada
por Espíritos esclarecidos e apresenta caráter
de compulsoriedade.
“As reencarnações se processam, muita vez, sem qualquer
consulta aos que necessitam de segregação
em certas lutas no plano físico, providências
essas comparáveis às que assumimos no mundo
com enfermos e criminosos que, pela própria
condição ou conduta, perderam a faculdade
de resolver quanto à sorte que lhes convém
no espaço de tempo em que lhes perdura a enfermidade
ou em que se mantenham sob as determinações
da justiça. São os problemas especiais, em
que a individualidade renasce de cérebro parcialmente
inibido ou padecendo mutilações congênitas,
ao lado daqueles que lhe devem abnegação e
carinho”.
Evolução em Dois Mundos. André Luiz. Reencarnações
Especiais.
O momento de iniciar o planejamento reencarnatório:
É variável de Espírito para Espírito. Depende do grau
de entendimento de cada um.
Espíritos que acreditam na eternidade das penas demoram
mais para se decidirem. L.E. Questão 263.
O que motiva o Espírito a escolher determinadas provações
ou deixar outro Espírito escolher:
“(...) a natureza de suas faltas, as que o levem à
expiação destas e progredir mais depressa
(...) uns impõem a si mesmos uma vida de miséria
e privações (...) outros preferem experimentar
as tentações da riqueza e do poder, (...)
outros preferem experimentar suas forças nas
lutas que terão que sustentar em contato com
o vício (...) se soubermos, porém, suar no
trabalho honesto, não precisaremos suar e
chorar no resgate justo”.
Evolução em Dois Mundos. André Luiz. Reencarnação
e Evolução.
Os planejamentos reencarnatórios são diversificados
porque são diversas as necessidades humanas.
“Os Espíritos categoricamente superiores (...), podem
plasmar por si mesmos os corpos em que continuarão
as futuras experiências (...). Os Espíritos
categoricamente inferiores, na maioria das
ocasiões (...) entram em simbiose fluidica
com as organizações femininas a que se agregam
(...) sendo inelutavelmente atraídos ao vaso
uterino (...). Entre ambas as classes, porém,
contamos com milhões de Espíritos medianos
na evolução, portadores de créditos apreciáveis
e dívidas numerosas, cuja reencarnação exige
cautela de preparo e esmero de previsão”.
Evolução em Dois Mundos. André Luiz. Particularidades
da Reencarnação.
REENCARNAÇÃO- UNIÃO
DA ALMA AO CORPO
União- começa na concepção e só se completa por ocasião
de nascimento.
A perturbação que acompanha o Espírito: “(...) o adverte que lhe soou o momento de
começar nova existência corpórea. Essa perturbação
cresce de contínuo até o nascimento. Nesse
intervalo o seu estado é quase idêntico ao
de um espírito encarnado durante o sono. À
medida que a hora do nascimento se aproxima,
suas idéias se apagam, assim como a lembrança
do passado, do qual deixa de ter consciência
na condição de homem, logo que entra na vida.
Essa lembrança lhe volta pouco a pouco ao
retornar ao estado de Espírito”. L.E.
Questão 351.
O Espírito “(...)
jamais presencia o seu nascimento. Quando
a criança respira, começa ao espírito a recobrar
as faculdades, que se desenvolvem à proporção
que se formam e consolidam os órgãos que vão
lhe servir às manifestações. (...) Mas, ao
mesmo tempo que o espírito recobra a consciência
de si mesmo, perde a lembrança de seu passado,
sem perder as faculdades, as qualidades e
aptidões anteriormente adquiridas (...) seu
renascimento lhe é um novo ponto de partida,
um novo degrau a subir”. A Gênese. Cap.
XI. item 20 e 21.
André Luiz nos esclarece que:
Os processos de reencarnação estão subordinados à
evolução do Espírito reencarnante.
O processo de redução, miniaturização ou restringimento
do perispírito ocorrido no Plano Espiritual
significa uma estágio preparatório para nova
reencarnação.
Um colaborador espiritual é designado para acompanhar
a reencarnação do Espírito.
A herança genética provém do corpo dos pais.
Quanto ao
processo de concepção ou fecundação:
“Na reencarnação, basta o magnetismo dos pais, aliado
ao forte desejo daquele que regressa ao campo
das formas físicas. (...) de um modo geral,
a maioria das almas que reencarnam satisfazem
à fome inquietante de recomeço. Dessa forma,
o útero funciona como (...) um vaso anímico
de elevado poder magnético ou um molde vivo
destinado a fundição e refundição das formas.
Esse vaso atraia alma sequiosa de renascimento e que lhe é afim, reproduzindo-lhe o corpo
denso (...) como a terra engole a semente
para doar-lhe nova germinação (...). maternidade
é sagrado serviço espiritual em que a alma
se demora séculos, na maioria das vezes, aperfeiçoando
qualidades de sentimento”.
Entre a Terra e o Céu. André Luiz.
A gravidez ou gestação
“Durante
a vida intra-uterina tanto o embrião quanto
o feto têm uma vida semelhante (...) à planta
que vegeta. A criança vive a vida animal (...),
com o nascimento, se completa com a vida espiritual”. L.E. Questão
354.
“O organismo
maternal fornecerá todo o alimento para a
organização do aparelho físico, enquanto a
forma reduzida (do Espírito reencarnante)
atuará como imã entre limalhas de ferro, dando forma consistente à sua
futura manifestação (...).
André Luiz. Missionários da Luz.
A mulher grávida além do recurso orgânico é constrangida
a suportar o contato espiritual com o espírito
reencarnante.
“(...) As mentes de um e de outro como que se justapõem,
mantendo-se em plena comunhão. (...) A gestante
é uma criatura hipnotizada a longo prazo.
Tem o campo psíquico invadido pelas impressões
e vibrações do Espírito que lhe ocupa as possibilidades
para ao serviço de reincorporação no mundo.
(...) à maneira de um médium estará transmitindo
opiniões e sensações da entidade que a empolga”.
André Luiz. Entre a Terra e o Céu.
Referências à Reencarnação em livros da Doutrina Espírita:
Livro: E a Vida Continua- André Luiz. Psicografia
de Francisco.C. Xavier- no cap. 26- relato
sobre a existência de um Instituto de Serviço
para a Reencarnação no plano espiritual.
Livro: Nosso Lar- Idem. Na Colônia Nosso Lar o planejamento
reencarnatório é realizado pelo Ministério
do Auxílio.
Livro: Missionários da Luz capítulos 12 e 13 e A vida Continua capítulos
16 a 26- fazem relatos sobre o planejamento
reencarnatório e as condições de execução
das reencarnações.
Livro: Memórias de um Suicida- Yvone do Amaral Pereira.
Na Colônia Correcional Maria de Nazaré, existe
o Departamento de Reencarnação.
O Livro dos Espíritos- Capítulo IV- Pluralidade das
Existências.
Allan Kardec Capítulo
V- Considerações Sobre a Pluralidade das Existências.
A Gênese- Capítulo XI- Reencarnações.
Allan Kardec
Livro: Reencarnação- Gabriel Delanne. Ed. FEB
Livro: Reencarnação no Brasil- Hernani Guimarães de
Andrade. Ed. O Clarim
Livro: Casos Sugestivos de Reencarnação- Ian Stevenson.
Ed. Difusora Cultural
Livro: Reencarnação Baseada nos Fatos- Karl E. Muller.
Ed. Edicel
O Retorno à Vida Corporal- A Infância
“Encarnado, com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito,
durante este período, é mais acassível às
impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem
o adiantamento, para o que devem contribuir
os incumbidos de educá-lo”
L.E. Questão 382
“A partir do nascimento, suas idéias tomam gradualmente
impulso, à medida que os órgãos se desenvolvem,
pelo que se pode dizer que, no curso dos primeiros
anos, o Espírito é verdadeiramente criança,
por se acharem ainda adormecidas as idéias
que lhe formam o fundo do caráter”.
E.S.E. cap. VIII item 4.
O Esquecimento do Passado
“Não pode o homem, nem deve, saber tudo. Deus assim
o quer em sua sabedoria. Sem o véu que lhe
oculta certas coisas, ficaria ofuscado, como
quem, sem transição, saísse do escuro para
o claro. Esquecido de seu passado ele é mais
senhor de si”
L. E. Questão 392.
“Havendo Deus entendido de lançar um véu sobre o passado,
é que há nisso vantagem. Com efeito, a lembrança
traria gravíssimos inconvenientes. Poderia,
em certos casos, humilhar-nos singularmente,
ou, então, exaltar-nos o orgulho e, assim,
entravar o nosso livre- arbítrio. Em todas
as circunstâncias, acarretaria inevitável
perturbação nas relações sociais”.
E.S.E Cap.V item 11.
“Não temos,
é certo, durante a vida corpórea, lembrança
exata do que fomos e do que fizemos em anteriores
existências; mas temos de tudo isso a intuição,
sendo as nossas tendências instintivas uma
reminiscência do passado”.
L.E. questão 393 comentário.
Antes de encarnar: o Espírito pode escolher o meio
onde vai renascer, mas essa escolha é limitada,
circunscrita, determinada por causas múltiplas:
antecedentes do Ser,
dívidas morais,
afeições,
méritos e deméritos,
papel que está apto a desempenhar.
Daí a preferência por raça, país, família, classe
social, ambiente, educação, etc.
Almas que amamos nos atraem, laços do passado reatam
em filiações, alianças, amizades.
Lugares exercem
sobre nós misteriosa sedução.
Ódios também são forças que nos aproximam de nossos
inimigos de outrora para apagarmos, com melhores
relações, inimizades antigas.
Assim, reencontramos em nosso caminho a maior parte
daqueles que constituíram nossa alegria ou
fizeram nossos tormentos.
Por tudo isso, a escolha é difícil e precisa ser inspirada
por Inteligências diretoras ou até feita por
essas Inteligências, se não possuirmos discernimento
necessário para adotar com sabedoria e previdência
os meios eficazes para ativarem nossa evolução
e expurgarem nosso passado.
Antes de encarnar o Espírito percebe, atinge o sentido
geral da vida que vai começar, que lhe aparece
nas suas linhas gerais, modificáveis porém,
pelo seu livre arbítrio.
O interessado
tem sempre a liberdade de aceitar ou adiar
a hora das reparações.
É permitido ao Espírito procurar uma vida transitória
que lhe aumente as forças morais e a vontade.